quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nobres


Pedras trazidas pelo vento.
Congelam junto ao tempo perfeito.
Das palavras escondidas  em meu peito.
Que se esgotam a cada minuto.

Poderiam já ter sucumbido.
Sobre os muros caídos dos castelos.
Pelo tempo amaldiçoados.
Pelas almas de seus habitantes esquecidos.

O limo que toma suas paredes.
E cobre algumas meias verdades.
Que se arrastam nos corações.
De falsos nobres.

É o que restou de suas glórias mesquinhas.
Entre quadros luxuosos de pedrarias.
E os restos de saudosos banquetes na boca de ratazanas.
Que se fartam da caridade de suas verdades mentirosas.

Autor: Alberto Correa de Matos


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cinzas esquecidas



As noites se esconderam sob o luar.
Entre os passos, de quem busca chegar.
E as almas que não podem mais voltar.
Das trevas que não souberam driblar.

São observados por anjos e sonhos.
Que ao cinza das ruas ocultos.
Pelas sombras das nuvens são camuflados.
 E nas lagrimas das despedidas eternizados.

Desprenderam-se da vida e seus erros.
E abraçaram a eternidade de seus pensamentos.
Tornando se cintilantes fragmentos.
Num temporal de esforços perdidos.

Depositaram suas razoes em encruzilhadas.
Aonde tantos se desfazem de suas esperanças.
Esperando pelas manhãs de primavera coloridas.
Tornando se apenas cinzas de lembranças esquecidas.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 24 de novembro de 2013

Medos



Por favor, parem essas pessoas!
Que passam e atravessam minhas palavras.
Que roubam minhas esperanças.
E aprisionam as minhas lembranças.

Por favor, me livrem das sombras!
Que habitam as zonas mais escuras.
Dos meus sentimentos que soterram minhas alegrias.
E afundam meu coração em suas melancolias.

Por favor, Me esqueçam.
Se de minha dor não lembram.
Se com minhas angustias não se importam.
Desapareçam!

Por favor, me deixa seguir as luzes.
Que me desamarram e partem minhas correntes
Que me aquecem vorazes.
E ao final do dia junto de minha alma desaparecem em partes.


Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 17 de novembro de 2013

Destinos distantes




Meus olhos no tom de tranquilos castanhos.
Deslumbram os teus distante morenos.
Da mesma forma que o tempo e os ventos.
Não tocam os pessegueiros.

Era o mundo que girava num novo sentido.
Era Como se eu estivesse numa ampulheta ilhado.
Diante do seu olhar isolado.
Como se fosse um naufrago esquecido.

Era como se o tempo fosse traduzido em perfumes
E a realidade partisse as flores.
Como se fossem falsas sensações de antigas felicidades.
Em meio ao mundo de nossas disparidades.

Fiquei estático vendo a paixão passar.
E me derrubar.
Mas o pior em cair e levantar.
Foi saber que você talvez jamais ira me encontrar.


Autor:Alberto Correa de Matos
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