quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nobres


Pedras trazidas pelo vento.
Congelam junto ao tempo perfeito.
Das palavras escondidas  em meu peito.
Que se esgotam a cada minuto.

Poderiam já ter sucumbido.
Sobre os muros caídos dos castelos.
Pelo tempo amaldiçoados.
Pelas almas de seus habitantes esquecidos.

O limo que toma suas paredes.
E cobre algumas meias verdades.
Que se arrastam nos corações.
De falsos nobres.

É o que restou de suas glórias mesquinhas.
Entre quadros luxuosos de pedrarias.
E os restos de saudosos banquetes na boca de ratazanas.
Que se fartam da caridade de suas verdades mentirosas.

Autor: Alberto Correa de Matos


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