quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tulipas.



A brisa apaga o tempo de suas pegadas.
Enquanto a maré esconde suas marcas.
Que da areia encobriam as estrelas.
Escondidas pelas nuvens de algumas lágrimas.

Sinto esse vento que dobra a esperança.
E assusta meu coração feito uma criança.
Embalando meu peito como uma rede de caça.
Em busca de um casamento sem aliança.

Observo da varanda um distante tom de verde.
Refletindo nas janelas adornadas pela saudade.
Sem forma naquelas águas salgadas da verdade.
Que as margens da praia matam minha sede.

Sozinho na poeira sem reflexo das taças.
Recolho-me a distancia de meus dias.
Adormecendo junto as ultimas despedidas.
Do seu retrato caído em meio as ultimas tulipas.



Autor:Alberto Correa de Matos

2 comentários:

  1. sim é como se fosse uma historia :) sobre aquilo que realmente importa que é ser feliz mesmo que no final só nos reste a saudade dessa felicidade

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