quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A caminho do inferno.



Caminho de baixo do sol me desfazendo.
Pouco a pouco junto ao tempo vou morrendo.
Enquanto os ratos minha carcaça vão comendo.
E os coiotes do dia a dia continuam me abraçando.

Descanso aonde as sombras queimam.
As minhas alegrias não importam.
E os meus defeitos, são tudo que os outros lembram.
Diante da brisa seca que sai de seus bafos, enquanto me culpam.

Meu sangue não apaga minhas dividas.
O suor me sufoca numa ciranda de mentiras.
E as únicas linhas sinceras e concretas.
Estão vagando alem das minhas poesias.

Aplaudam e apontem a vontade meus erros.
Pois não serei escravo dos seus desejos e egos.
Nem dessas mentes perturbadas que cobiçam os escravos.
Que se curvam diante do dia e da noite sob seus contratos.


Autor:Alberto Correa de Matos

2 comentários:

  1. Agonizante e sincero.
    Gostei, apesar de ser triste, mas as melhores histórias são assim mesmo, nunca é como desejamos. São melhores na hora de serem contadas, mas vividas...é outros 'porém'.
    Desejo dias melhores! :)

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    1. As vezes também temos de cair pra perceber o que vc disse :)

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