sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prenda.


A saudade desabrochou.
Quando o orvalho da noite me alcançou.
Regando as flores de um amor que me deixou.
No sopro da primavera que chegou.

Eram verdes os campos.
Em que me fugiram seus abraços.
Nas patas dos cavalos.
Que partiram levando nossos sonhos.

As coisas que só com, o tempo aprenderia.
Deitado sobre a grama vazia.
Sem o vestido que me cobria.
Sem seus sorrisos refletidos na minha alegria.

A noite escura cobre os campos.
As flores adormecem com os sinos.
E enquanto isso, diante das madrugadas, os anjos.
Cuidam dos nossos destinos separados.


Autor: Alberto Correa de Matos

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