domingo, 30 de março de 2014

A valsa da solidão.



Hoje vago no silêncio da vaidade.
Que conspiram das sombras ofuscar a verdade.
Pra que as estrelas caíam pela metade.
Como um véu bordado em tom de falsidade.

Enquanto batia a porta à solidão.
Trajada nobremente de razão.
Afugentando todos os sentidos da paixão.
 Agonizante nas mentiras da separação.

A cidade sem luzes adormecia.
E a noite sem estrelas e anjos de guia.
Emprestavam o colo da lua cheia.
Que acalentava o amor que aos poucos desaparecia.

Enquanto a vida que bailava sozinha, vazia.
Pairava aflita sobre os lamentos boêmios na barra do dia.
Perguntando quando a solidão a abandonaria.
Já que não pertenciam as sombras o destino que escolheria.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de março de 2014

A vida em seus encontros.

A vida em  seus encontros.

Quando a vida encontra janelas.
E os olhos encontram se com as almas.
Dobrando o tempo dos passos das pessoas nas ruas.
É a saudade transpondo a distancia das cartas.

Quando a vida desce acalentada as escadas.
É pra dançar sobre as loucuras.
Que se embriagaram com as mentiras.
Que transbordam as taças das juras quebradas.

Quando a vida perde suas rosas.
Planta as margens das lembranças novas esperanças.
Pois a única certeza depois de tantas flores perdidas.
É que retornarão um dia mais lindas, em outras primaveras.

Quando a vida encontra com o tempo.
Não lamenta os lírios que deixaram de cobrir o campo.
Não lamenta o vinho que secou no copo.
Apenas agradece por ter existido um tempo.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mesmo que no fim.

Caiam as verdades.
Desmanchem se os valores.
Sucumbam as sociedades.
Não alimentemos a fogueira de nossas vaidades.

Pois ao cairmos nas labaredas.
De nossas incertezas.
E megalomanias.
Deixamos de compreender a beleza de sermos apenas pessoas.


Ao jazer nas cinzas.
De nossas razões egoístas.
Diante do ouro e suas armadilhas.
Seremos apenas migalhas, diante da boca faminta  de muitas vidas.

Mas depois de tantos finais trágicos.
Sempre Existiram recomeços mágicos.
Pois quando como homens ao pó voltarmos.
Seremos a terra que sustentara a vida de muitos sonhos.


Autor: Alberto Correa de Matos