Hoje vago no silêncio da vaidade.
Que conspiram das sombras ofuscar a verdade.
Pra que as estrelas caíam pela metade.
Como um véu bordado em tom de falsidade.
Enquanto batia a porta à solidão.
Trajada nobremente de razão.
Afugentando todos os sentidos da paixão.
Agonizante nas mentiras
da separação.
A cidade sem luzes adormecia.
E a noite sem estrelas e anjos de guia.
Emprestavam o colo da lua cheia.
Que acalentava o amor que aos poucos desaparecia.
Enquanto a vida que bailava sozinha, vazia.
Pairava aflita sobre os lamentos boêmios na barra do dia.
Perguntando quando a solidão a abandonaria.
Já que não pertenciam as sombras o destino que escolheria.
Autor: Alberto Correa de Matos