domingo, 30 de março de 2014

A valsa da solidão.



Hoje vago no silêncio da vaidade.
Que conspiram das sombras ofuscar a verdade.
Pra que as estrelas caíam pela metade.
Como um véu bordado em tom de falsidade.

Enquanto batia a porta à solidão.
Trajada nobremente de razão.
Afugentando todos os sentidos da paixão.
 Agonizante nas mentiras da separação.

A cidade sem luzes adormecia.
E a noite sem estrelas e anjos de guia.
Emprestavam o colo da lua cheia.
Que acalentava o amor que aos poucos desaparecia.

Enquanto a vida que bailava sozinha, vazia.
Pairava aflita sobre os lamentos boêmios na barra do dia.
Perguntando quando a solidão a abandonaria.
Já que não pertenciam as sombras o destino que escolheria.


Autor: Alberto Correa de Matos

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