quinta-feira, 31 de julho de 2014

Erva Daninha



Resisto ao tempo como as pedras.
Não se abalam com as horas.
E não se emocionam com o fim dos dias.
Nem se abalam com os homens e suas mentiras.

Me curvo como o vento.
Humildemente, perante seu preconceito.
Pois maior que o ódio no seu peito.
É a mensagem de amor que deixo em seu pensamento.

Escuto e admiro com o silêncio.
A sua arte em fingir ser sábio.
Mas é tão cego seu ego sombrio
Que quando te cala sinto a magia do equinócio.

A primavera chegou.
O vento varreu.
A pedra ficou.
E seu nome soberbo... DESAPARECEU.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 22 de julho de 2014

Delírios



Afago às palavras no dicionário.
Que foram colhidas do meu vocabulário.
Mas o tempo não tem Relógio.
E nem por isso  segura os dias no calendário.

Será que encontrarei outra flor?
Se o tempo passar irei lembrar-me da sua cor?
Ou como nessas paginas livres de rancor.
Terminarei sendo só mais um indicador.

Olho pra dentro da dor.
Em um cenário tão desolador...
Mas precisamos semear amor.
Pois só colhendo as flores, tornaremos esse deserto acolhedor.


Meu coração de poeta caminha nas estrelas.
Sonhando com as noites frias nos dias.
Que as lamentações aquecem minhas horas.
Quando as palavras se tornaram vazias.

Autor: Alberto Correa de Matos


sábado, 12 de julho de 2014

Maresia



Vamos fazer o sol balançar.
Salgar.
Saborear seu reflexo nas ondas do mar.
Perdidas na imensidão do teu olhar.

Vamos nos deitar com as estrelas.
Molduras.
Para perfeitas para as nuvens delicadas.
Esconderem nossos nomes nas areias.

Vamos à beira da praia repousar.
Reverenciar.
A sina dos pescadores e seu ultimo suspiro na linha do mar.
Rumo ao horizonte ouvindo a sereia os chamar.

Vamos à rede nos deitar.
Deixar.
Que a areia do tempo possa sossegar.
Os corações que não puderam nos alcançar.


Autor: Alberto Correa de matos

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Perdão.



Senhor perdoe-me por julgar.
Se sou tão egoísta em errar.
Que não posso estender a mão para ajudar.
As secar as lagrima de quem precisa desabafar.

Senhor perdoe-me por fraquejar.
Não olhar pra o lado e continuar a reclamar.
Pela tristeza que teima em me assombrar.
E não ter agradecido ainda pelas dores de que quiseste me poupar.

Senhor perdoe-me por não respeitar.
O tempo das flores desabrochar.
De toda a aurora despontar.
E da felicidade chegar.

Senhor perdoe-me por criticar.
Sem saber das dores de quem parou de acreditar.
De quem perdeu os motivos para lutar.
E de ter coragem para esperar.
Ver a luz vencer as sombras e na paz se reencontrar.


                                              Autor: Alberto Correa de Matos