Resisto ao tempo como as pedras.
Não se abalam com as horas.
E não se emocionam com o fim dos dias.
Nem se abalam com os homens e suas mentiras.
Me curvo como o vento.
Humildemente, perante seu preconceito.
Pois maior que o ódio no seu peito.
É a mensagem de amor que deixo em seu pensamento.
Escuto e admiro com o silêncio.
A sua arte em fingir ser sábio.
Mas é tão cego seu ego sombrio
Que quando te cala sinto a magia do equinócio.
A primavera chegou.
O vento varreu.
A pedra ficou.
E seu nome soberbo... DESAPARECEU.
Autor: Alberto Correa de Matos