quinta-feira, 31 de julho de 2014

Erva Daninha



Resisto ao tempo como as pedras.
Não se abalam com as horas.
E não se emocionam com o fim dos dias.
Nem se abalam com os homens e suas mentiras.

Me curvo como o vento.
Humildemente, perante seu preconceito.
Pois maior que o ódio no seu peito.
É a mensagem de amor que deixo em seu pensamento.

Escuto e admiro com o silêncio.
A sua arte em fingir ser sábio.
Mas é tão cego seu ego sombrio
Que quando te cala sinto a magia do equinócio.

A primavera chegou.
O vento varreu.
A pedra ficou.
E seu nome soberbo... DESAPARECEU.


Autor: Alberto Correa de Matos

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