Afago às palavras no dicionário.
Que foram colhidas do meu vocabulário.
Mas o tempo não tem Relógio.
E nem por isso segura
os dias no calendário.
Será que encontrarei outra flor?
Se o tempo passar irei lembrar-me da sua cor?
Ou como nessas paginas livres de rancor.
Terminarei sendo só mais um indicador.
Olho pra dentro da dor.
Em um cenário tão desolador...
Mas precisamos semear amor.
Pois só colhendo as flores, tornaremos esse deserto acolhedor.
Meu coração de poeta caminha nas estrelas.
Sonhando com as noites frias nos dias.
Que as lamentações aquecem minhas horas.
Quando as palavras se tornaram vazias.
Autor: Alberto Correa de Matos
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