quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Meus segredos

Deixe que o tempo nos sussurre a hora de mudar.
Que as estações nos digam aonde devemos chegar.
Que as estrelas me revelem aonde te achar.
Não deixe nem as borboletas saberem que vamos nos encontrar.

Mas se elas nos denunciarem.
Deixe que as outras pessoas nos condenem.
 Não se importe se outros olhos nos julgarem.
Deixe que somente as flores nos abençoem.

Sei que a solidão tem te procurado no fim do dia.
Sei que sou apenas mais uma coincidência.
Que nem seu destino entenderia.
Mas só quero saber, se seu coração me aceitaria?

Deixe que todas nossas dúvidas.
Sejam respondidas por nossas lutas.
Sejam somente nossos corações juntos todas as manhãs.

Que  seja somente nossas vidas, de  mãos dadas ao fim de nossas jornadas.
Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Professor ou palhaço?



O céu amanhecia num certo tom de mel.
Meus sonhos rendidos como versos do cordel.
E a minha vida se resumindo em rascunhos num papel.
Mas a vida é um sonho em um carrossel.

Somos como formigas.
E os desafios como as cigarras.
Enquanto trabalhamos procurando as palavras certas.
O mundo se encarrega de mostrar o peso das escolhas erradas.

Não quero ouro, nem pratarias.
Só que as pessoas se tornem menos vazias.
Por que quem ri de minhas esperanças.
Jamais entenderá a inocência que encontro, no sorriso das crianças.

Ai! Quem me dera esse carrossel.
Não fosse um desenho perdido em um anel.
E que aquelas pessoas que não enxergam no céu o mel.
 Pudessem deixar de bordarem suas vidas, em troca de papel.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Deu meia Noite.



Caminho dividindo meus dias com monstros.
Que barbarizam com meus planos.
Consomem meus projetos.
E aplaudem, com muito orgulho, meus fracassos.

Pois bem continuem engordando os escravos
À custa dos meus sonhos.
Pois quando caírem como trigo diante  dos moinhos.
Seus feitos serão triturados e seus nomes... apagados.

Medíocres como os ratos.
Ficam felizes com os restos.
Dos corações  que caem  nas calçadas desiludidos.
Sendo pisoteados, por seus fantoches encerrando seus turnos.

Sorria, sorria!Chegou à  sua nuvem de gafanhotos.
E os mortos já se levantam saudosos de seus túmulos.
Mas não tenha medo dessas trevas que se erguem dos escombros.
Elas só pegarão as raposas que caírem dos muros.


Autor: Alberto Correa de Matos