O céu amanhecia num certo tom de mel.
Meus sonhos rendidos como versos do cordel.
E a minha vida se resumindo em rascunhos num papel.
Mas a vida é um sonho em um carrossel.
Somos como formigas.
E os desafios como as cigarras.
Enquanto trabalhamos procurando as palavras certas.
O mundo se encarrega de mostrar o peso das escolhas erradas.
Não quero ouro, nem pratarias.
Só que as pessoas se tornem menos vazias.
Por que quem ri de minhas esperanças.
Jamais entenderá a inocência que encontro, no sorriso das
crianças.
Ai! Quem me dera esse carrossel.
Não fosse um desenho perdido em um anel.
E que aquelas pessoas que não enxergam no céu o mel.
Pudessem deixar de
bordarem suas vidas, em troca de papel.
Autor: Alberto Correa de Matos
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