terça-feira, 7 de outubro de 2014

Deu meia Noite.



Caminho dividindo meus dias com monstros.
Que barbarizam com meus planos.
Consomem meus projetos.
E aplaudem, com muito orgulho, meus fracassos.

Pois bem continuem engordando os escravos
À custa dos meus sonhos.
Pois quando caírem como trigo diante  dos moinhos.
Seus feitos serão triturados e seus nomes... apagados.

Medíocres como os ratos.
Ficam felizes com os restos.
Dos corações  que caem  nas calçadas desiludidos.
Sendo pisoteados, por seus fantoches encerrando seus turnos.

Sorria, sorria!Chegou à  sua nuvem de gafanhotos.
E os mortos já se levantam saudosos de seus túmulos.
Mas não tenha medo dessas trevas que se erguem dos escombros.
Elas só pegarão as raposas que caírem dos muros.


Autor: Alberto Correa de Matos

Um comentário: