quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Andarilho branco


Já não existem mais motivos.
Para orar pelos meus antepassados.
Seus nomes hoje jazem apagados.
Pelos avanços de bancos missioneiros, que compram nossos destinos.


Não procurem mais ver em meus olhos.
As luzes que enfeitam a noite as molduras de meus porta retratos.
Nem procure nos meus sorrisos.
O encanto dos campos floridos que um dia guiaram meus passos.

Procure em meus olhos.
As lagrimas solitárias de meus antepassados.
E na força de meus braços.
A luta de quem não quer ver seus nomes renegados.

Sou hoje um andarilho sem palácios
Um matuto sem luxos e tetos.
Em busca de luzes e nomes que os donos dos feudos.
Teimam em querer deixar apagados.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Se ainda acredito?

Se ainda acredito?

Ainda acredito em mandar flores.
Para quem sabe reconhecer as poucas verdades.
Que existem naquela troca sem cobrança de olhares.
Entre dois corações.

Sou mesmo muito antiquado.
Pois meu coração busca aquele amor do passado.
Que o que valia era quem tava do seu lado.
E não quantos comentários ele renderia até o sábado.

Amo o suficiente pra caber num retrato.
Sem ter que esconder meu rosto.
Preocupado pelo que vai pensar o resto.
Pois amor de verdade não rende títulos, pois não requer reconhecimento.

Não entendo por que banalizaram o amor.
Ridiculamente o ligando a dor.
Deve ser culpa de algum falso poeta sofredor
Que se esqueceu de seu papel como sonhador.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Você quer !


Você merece comer o pão amassado.
Pelo diabo que parece ser o culpado.
De você não procurar seu destino e permanecer desempregado.
Coitado.

Você merece aplaudir.
Enquanto tenta fingir.
Que seu filho tem direito a Mentir.
Sorrir.

Você merece pagar pelo seu perdão.
Pois Deus só quer o dinheiro da tua mão.
Pra enriquecer o seu escolhido mais ladrão.
Beberrão.

Você merece tão somente se calar e morrer.
Por que insiste em sobreviver.
Se você só atrapalha as manchetes que eu quero vender.
Aparecer.


Autor:Alberto Correa de Matos