quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Andarilho branco


Já não existem mais motivos.
Para orar pelos meus antepassados.
Seus nomes hoje jazem apagados.
Pelos avanços de bancos missioneiros, que compram nossos destinos.


Não procurem mais ver em meus olhos.
As luzes que enfeitam a noite as molduras de meus porta retratos.
Nem procure nos meus sorrisos.
O encanto dos campos floridos que um dia guiaram meus passos.

Procure em meus olhos.
As lagrimas solitárias de meus antepassados.
E na força de meus braços.
A luta de quem não quer ver seus nomes renegados.

Sou hoje um andarilho sem palácios
Um matuto sem luxos e tetos.
Em busca de luzes e nomes que os donos dos feudos.
Teimam em querer deixar apagados.


Autor: Alberto Correa de Matos

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