segunda-feira, 23 de março de 2015

Cedro sobre os lírios.



Bobagem.
Acreditar  que eu tenha  a coragem.
De te sentir em outra paisagem.
Como um sopro de esperança apenas de passagem.

Ninguém.
Sabe a verdadeira  dor de perder alguém.
Até ter de carregar o coração para além.
Da dor de uma saudade que ainda nos faça refém.

Saber.
Que mais um dia vai amanhecer.
Que vou te procurar, Mas não vou mais te ver.
Pois como dizem os anjos existe sempre o tempo de esquecer.

Amar.
Ah !...Se eu soubesse explicar.
A força que tinha sobre mim teu olhar.

Talvez hoje eu soubesse sonhar.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 19 de março de 2015

Saudade, saudade.


Saudade.
Ingrata que roubou a minha liberdade.
De vagar boêmio pelas ruas da cidade.
Atrás daquele único suspiro de felicidade.

Saudade.
Daquela minha metade.
Que nem se despediu de mim e por uma fatalidade.
Me trocou pela imensidão da eternidade.

Saudade.
Por que tanta maldade ?
Me mostra tua sensibilidade.
E por favor desapareça... por piedade !

Saudade.
Resgata  meu coração das cadeias da simplicidade .
E como ultimo apelo a sua bondade.
Me leva pra junto do meu anjo para além da eternidade.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 10 de março de 2015

Letras para anjos.



Você sente que está com sorte ?
Aposte!
Jogue os dados e deixe ela trocar de esmalte.
Pois só espero cair a noite , para ir buscar minha parte.

Hahahaha! não sabia que sua metade ?
Tem muitas outras espalhadas   pela cidade.
E pra todas ela já jurou  fidelidade.
Pelo menos até tentarem roubar sua liberdade.

Por favor, não venha me culpar.
Por ela me procurar.
Toda vez que você sai para trabalhar.
Pois vivemos em um mundo, que você não consegue chegar.

Não tente me julgar.
Nem tão pouco nos condenar.
Pois aprendi na língua dos anjos que amar.
É saber da motivos pra ela sempre voltar.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 5 de março de 2015

Fadigar ato 1



Então onde estão as promessas ?
Talvez  tenham se perdido entre as pessoas.
Que vagam entre nossas histórias.
E nossas janelas.

Cadê a nossa  felicidade ?
Escorre pelos bueiros da cidade.
Nas gotas de uma era de Liberdade.
Nos  brilhos de nossos olhos  que  hoje apenas refletem  saudade.

Quando foi que conseguimos  aceitar,  que deu tudo errado ?
Sozinho com  o vento sigo  remando.
Em busca do fim do mundo.
Mas não a pedra que caia em que, eu não acabe te reencontrando.

Ainda devo acreditar ?
Que o tempo pode curar.
A dor e a fadiga em relembrar.
De todos os segundos que te amar faziam o tempo parar.


Autor: Alberto Correa de Matos