domingo, 30 de outubro de 2016

Apenas isso.



Eu deixo o sol do amanhecer me alcançar.
Vendo ele surgindo refletido no seu olhar.
Antes de esconder o quanto você me faz suspirar.
Tentando ao menos me disfarçar.

Eu finjo não me importar para escapar.
Antes de você ter tempo de reparar.
Minhas tentativas de te falar.
O que as rosas no caminho tentaram nos avisar.

Minhas mãos tremulas na sua presença perdem as forças.
Enquanto as horas se tornam desculpas frias.
Uma saída para o meu coração secar as lagrimas.
Antes delas transbordarem pelas montanhas amareladas.

Numa tentativa de esconder minhas palavras.
Jogo elas como baralhos em livros e cartas.
Operarias nas minhas esperanças mais ocultas.
Onde só tenham você refletindo sobre as minhas alegrias.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 29 de outubro de 2016

A noite dos corações esquecidos.


As estrelas caem como folhas secas.
Sobre a lama das ruas vazias.
E essas palavras que não puderam ser ditas.
Vertem de meus olhos como lagrimas vazias.

O luar se transforma em estilhaços
Embalados pelos assovios.
De outros corações partidos.
E a noite se transforma numa sinfonia de anjos caídos.

Eu procuro um abrigo nos seus cabelos.
Enquanto vou te encontrar em meus sonhos.
Para vencer a tempestade de sentimentos.
Que explodem em meu peito diante dos teus olhos.

Me rendo em lagrimas de joelhos a seus sorrisos.
E atravesso desprotegido os muros.
Que me deixam longe de teus abraços.
Para em algum amanhecer ser resgatado por seus beijos.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Tantos anos.



Esperando tantos anos.
Por esses olhos.
Segurando por tantos anos.
Esses sentimentos.


Preservando por tantos anos.
Meus sonhos.
Procurando por tantos anos.
Por esses sorrisos.

Perdendo por tantos anos.
Os meus sentidos.
Descobrindo por tantos anos.
Que não possuem valor meus carinhos.


Esquecendo por tantos anos.
Que nem todos vão aceitar meus abraços.
Fugindo por tantos anos.
Da realidade que alguns corações terminaram sozinhos.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Aflitos


Se eu te entregar meu coração em pedaços.
Espero que não se ofenda por esses sonhos.
Tremerem diante dos seus olhos como grãos.
E por meus sentimentos parecerem meros caprichos.

Desculpa se não consigo reparar meus erros.
Se já devia ter parado de viajar pelos seus cabelos.
E me contentar com seus generosos sorrisos.
Que são presentes sagrados para os meus olhares desenganados.

Se eu pudesse te manter em meus segredos.
E fazer parte de algum desses seus mistérios.
Talvez não houvessem tempestades ou invernos.
Tornando meus pensamentos escravos dos teus olhos.


Se eu pudesse amanhecer naqueles lábios iluminados.
Seu eu pudesse me reinventar em cada um desses fragmentos.
Que estão comigo em alguma ilha desses corações aflitos.
Talvez você perceberia meus gritos apaixonados.
Como percebem os anjos solitários.

Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de outubro de 2016

Primavera fria.



Eu sinto como se esses muros gelados.
Fossem portas de vidro separando nossos mundos.
E tudo que me restou são meus planos.
E as nuvens que cobrem seus sorrisos.

Talvez você não entenda meus sentimentos.
Quando tento encontrar em seus olhos.
Aonde eu me encaixo nos seus pensamentos.
Será que algum dia nos entenderemos?

Eu tento esconder minha frustação.
Toda vez que me pego acreditando nessa ilusão.
De que somos estrelas de uma mesma constelação
Mas na verdade não pertencemos nem a mesma dimensão.

Talvez eu devesse acreditar.
Que em algum momento vão te iluminar.
E no meio da multidão vai me notar.
Antes da primavera terminar.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 22 de outubro de 2016

Tanta intensidade.


Tantos sorrisos incandescentes.
Que chegam a ofuscar meus olhos tristes.
Desajustados como seus olhares sempre distantes.
Queimando como o sol todas minhas antigas paixões.


Tantos desejos inocentes.
Povoam minha mente sem pretensões.
De chegar a se tornarem realmente emoções.
Enquanto a timidez rouba você de todas minhas ações.

Tantas ansiedades vorazes.
Desmanchando meu jardim de constelações.
Semeando seu nome na poeira de minhas decepções.
Enquanto meus sentidos diante de ti se tornam mendigos suplicantes. .

 Tanta loucura nessas minhas declarações.
Que a qualquer momento sequestram nossos corações.
E sem a menor piedade de sermos felizes.
Seremos condenados a amanhecermos juntos em qualquer jardim sem flores.



Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 16 de outubro de 2016

Plátanos de primavera.


Pelo jeito como o vento toca seus cabelos.
Parece que você quer invadir meus sonhos.
Roubar meus pensamentos.
E se perder em meus lábios.
Pelo jeito como brilham seus olhos.
Talvez tenha chegado a hora de nossos caminhos.
Dividirem os mesmos sentimentos.
Que só trocamos em nossos sorrisos.
Pelo jeito como me perco atrás de seus abraços.
Meus dias sem te ver se tornam tão longos.
Que até nas tardes mais quentes surgem flocos gelados.
Me encorajando a acreditar no calor da união de nossos destinos.
Pelo jeito como me rendo aos seus segredos.
Não preciso de desculpas para meus olhares perdidos.
Sempre aliviarem nos seus olhares tão puros.
Todo meu carinho e alegria que não couberam nesses versos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Luar de outubro


Será que você sabe o motivo do meu sorriso?
De como ficar do seu lado é de tudo que preciso.
De como me domina esse seu jeito misterioso.
Não me importo de dividir seu silencio como um improviso.
Por que você não tenta me aceitar?
Se sabemos aonde queremos chegar.
Se já não sei mais disfarçar.
Não preciso de desculpas, apenas um motivo para te encontrar.
Por que você foge para tão longe dos meus carinhos?
Se você já me roubou por tantos sonhos.
Me sinto tão sozinho quando não se encontram nossos olhos.
Não quero que se percam no tempo nossos momentos.
Por que você não deixa eu te amar?
Não custa nada para mim me entregar.
Muito menos admitir que você fez eu me apaixonar.
Será que agora quando seu pensamento me procurar.
Vai conseguir me alcançar sob o mesmo luar.
Autor: Alberto Correa de Matos

Sufocado


Meus gritos sempre tão silenciosos.
Sempre tão desesperados.
Por que você não me toma nos teus braços?
E acalma esses meus sentimentos tão aflitos.
Meus olhos sempre tão ansiosos.
Sempre caçando seus sorrisos.
Por que todas noites você invade meus pensamentos?
Se não tem intenção de roubar meus beijos.
Meus gestos tímidos são elogios velados.
Sempre tentando alcançar seus ouvidos.
Por que você não grita o que sentem seus lábios?
Quando enxergam os meus distantes e desorientados.
Meus medos desaparecem no brilho dos teus olhos.
Sempre inocentes diante dos meus tumultuados.
Por que você não junta de uma vez nossos mundos?
E deixa o tempo decidir o que será de nossos destinos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Minha rosa noturna.


Minha rosa de olhos negros.
Por que você me guarda de tantos segredos.
Se sabe que te procuro por todos cantos.
Que poderia te roubar por apenas alguns segundos.
Saiba que longe de você meus dias são tão inseguros.
Que deveria me refugiar sob seus cabelos escuros.
Deixando apenas uma maresia derrama-los.
Sobre meu rosto para poder senti-los.
Já sei que corações despedaçados.
Encontram na solidão seus motivos.
Para se enganarem com pequenos sorrisos.
Mas o meu é um beija-flor perdido em desenganos.
Talvez esses meus sussurros.
Sejam versos que por você passem despercebidos.
Mas são os sentimentos mais sinceros.
Que já dominaram os meus sonhos.
Autor: Alberto Correa de Matos

Naufrago


Meu coração partido.
Ganha tanta vida ao seu lado.
Que me sinto culpado.
Por essas tentativas de te roubar do mundo.

Meus olhos parecem pequenos marinheiros.
 Desavisados e corajosos aventureiros.
Em busca dos seus diamantes morenos.
Navegando por vales obscuros.

Queria tanto que meus sorrisos fossem uma canção.
Ecoando pelo céu, além de toda sua imensidão.
E que sem nenhuma pretensão.
Pudessem me fazer tocar seu coração.

Nem o brilho de todas estrelas refletidas no mar.
Conseguiriam me ajudar a te explicar.
Como você me faz acreditar.
Que posso ser feliz e não apenas sonhar.


Obrigado! Por sempre brilhar.
Quando o tempo parece tentar.
Me sufocar!


Autor: Alberto Correa de Matos