Eu deixo o sol do amanhecer me alcançar.
Vendo ele surgindo refletido no seu olhar.
Antes de esconder o quanto você me faz suspirar.
Tentando ao menos me disfarçar.
Eu finjo não me importar para escapar.
Antes de você ter tempo de reparar.
Minhas tentativas de te falar.
O que as rosas no caminho tentaram nos avisar.
Minhas mãos tremulas na sua presença perdem as forças.
Enquanto as horas se tornam desculpas frias.
Uma saída para o meu coração secar as lagrimas.
Antes delas transbordarem pelas montanhas amareladas.
Numa tentativa de esconder minhas palavras.
Jogo elas como baralhos em livros e cartas.
Operarias nas minhas esperanças mais ocultas.
Onde só tenham você refletindo sobre as minhas alegrias.
Autor: Alberto Correa de Matos