segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Meu bosque solidão

                                                                       

Se nesse bosque em que perdi meu coração.
Um anjo me roubasse da solidão.
E me perdesse sobre os campos distantes da consolação.
Rodeado por flores iluminadas de gratidão.

Eu vagaria sendo acolhido pelas flores.
Semeando a esperança de novos amores.
Trocando as cicatrizes, de antigas lamentações.
Pela suavidade de novos sorrisos doces.

Se essa paz repentina que suas asas me deram.
Pudessem se derramar aonde as guerras não nos alcançam.
E os homens não brigam.
Certamente teríamos ruas, aonde as crianças brincam.
E as mães não choram.

Anjo iluminado que enfeitou meus dias com pedrinhas de brilhantes.
E que hoje bate suas asas de mim, já tão distantes.
Daqueles nossos dias saudosos de tão felizes.
Que eu guardo apenas em minhas recordações.

Saiba que aonde estiver, te quero muito bem.
Obrigado.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Obrigado meu lírio da paz


Antes de te conhecer.
Sentia as flores do jardim, numa expectativa de florescer.
Antes mesmo do amanhecer.
Sem saber quando iria, te conhecer.

Seu sorriso me carregou sobre as ondas do mar.
Além das nuvens sentindo, seu nome ecoar.
Dentro do meu coração ,que foi te encontrar.
Dentro das poesias de um novo recomeçar.

Eu começo a transbordar.
Pelos olhos, uma gana de te abraçar.
Que nem consigo disfarçar.
Toda alegria que eu sinto somente de te olhar.

Sua paz protege meu caminhar.
Sua voz faz a chama da felicidade, me queimar.
Suas brincadeiras me fazem suspirar.
Sua saudade me ensinou a orar.
Suas verdades me fizeram voltar a acreditar.
Que mais importante do que aprender a chorar.
É nunca desanimar.
E jamais deixar de amar.

Apenas deixarei a partir de agora seu nome brilhar.
E brilhar, e brilhar, e brilhar.
Cada vez mais forte enquanto, deixo o tempo me guiar.
Acreditando que mais cedo ou mais tarde voltaremos a nos reencontrar.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 14 de outubro de 2017

Capacidade ?

                                                                  
Somos todos capazes.
De cultivar e colher flores.
Quando nos permitimos amanhecer felizes.
Apesar de todas nossas decepções.

Somos todos capazes de voar.
Quando nos permitirmos perdoar.
A todos que nos fizeram um dia chorar.
Pois são essas lagrimas que nos permitiram recomeçar.

Somos todos capazes de acreditar.
Na melodia de paz das ondas do mar.
Quando nos permitimos sonhar.
E aprendemos a nos desculpar.

Somos todos passiveis de errar.
Quando não sabemos aonde queremos chegar.
Porém não existem motivos para não tentar concertar.
Quando a chegar a hora de seguir em frente e se reencontrar.

Somos todos luzes errantes.
Em um mundo de provações.
Carregados por nossas paixões
E afagados por nossos amores.

Então cuidado ao julgar.
O tempo que perdemos nas sentenças, poderíamos estar...
Aprendendo a amar.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Um menino e o dente de leão.

                                                                     
Me fale sobre suas previsões.
Enquanto colhe emoções.
Do orvalho da manhã sobre as flores.

Me conte de suas esperanças.
Enquanto sorri para as crianças.
 Que te sopram do portão das escolas.

Me diga a sua receita.
De abraçar gente corrupta.
Com a mesma alegria de quem é honesta.

Me ensina a caminhar sozinho.
A se doar para o mundo todo meu carinho.
Mesmo sem existirem corações no caminho.

Me chora toda sua dor.
Com o mesmo fervor.
Do menino que sempre acreditou no amor.

 Me aceita sem ironia com meus defeitos.
Diante de todos esses passos sozinhos.
Que um dia quem sabe aprendo o caminho dos teus braços.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 1 de outubro de 2017

Acorrentado ao passado.


Vai lá meu coração.
E procura uma outra decepção.
Para nossa coleção.
De fotos desbotadas de verão.

Busca para meu peito em outra mentira.
Uma nova palavra.
Que disfarce toda nossa gana de chora.
Diante do colo de cimento de outro sorriso de pedra.

Traga uma nova sensação falsa de felicidade.
Que novamente vai se transformar em saudade.
E que quando partir vai nos deixar pela metade.
Vagando mais uma vez pelos becos escuros da cidade.

Volta apenas dessa vez com um sonho.
Que deixe a gente quentinho.
Toda vez que a chuva fria do caminho.
Molhar todas rosas que um dia nos prometeram carinho.


Espero que quando voltar de viagem.
Traga dessa vez um amor na bagagem.
Que não esteja somente de passagem.
Fazendo dos meus sonhos uma hospedagem.


Autor: Alberto Correa de Matos