Lembra
como eu costumava acreditar.
Que
tudo ao nosso redor poderia mudar.
Se
você me levasse pra longe desse lugar.
Antes
do relógio nos capturar.
Rostos
cansados, marchando famintos.
Em
direção ao banquete dos restos.
De
seus donos engravatados.
Que
determinam até onde chegam seus sonhos.
Enquanto
desesperadamente fugíamos.
Antes
de sentirem falta de nossos números.
Nas
fileiras dos sentinelas defeituosos.
Antes
de terminarem nossos intervalos.
Mas
como não fomos programados.
Para
nos sentirmos livres como os escravos.
Voltamos
para nossos postos.
Acreditando
que tínhamos sido descobertos.
Mas
a realidade é que nunca fomos notados.
E
que nossos lamentos.
Eram
apenas erros nos roteiros.
Que
nossos programadores consideraram ultrapassados.
E
que de nossas rotinas foram sendo deletados.
Até
voltarmos a encarar nossos pesadelos.
Como
se fossem uma parte de nossos sorrisos.
Amarelados.
Autor:
Alberto Correa de Matos
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