Perdido em uma sala de espelhos.
Esperando pelo vácuo dos reflexos.
Refletir minha voz nos copos.
Que caem vazios em pedaços.
Sendo solidário aos absurdos.
Dos outros prisioneiros.
Em seus cotidianos que de tão perfeitos.
Parecem novos artigos antiquados.
Desperdiçando seus sofrimentos.
Sobre pilhas e pilhas de sonhos.
Que jamais serão realizados.
Já que estão todos aprisionados.
Me levanto e quebro ironicamente
os espelhos.
Mas que ao invés de se partirem em pedaços.
Apenas refletem em grotescos fragmentos.
As dúvidas que alimentam diariamente meus pesadelos.
Sigo aceitando os reflexos.
Sigo reconstruindo outros sonhos.
Sigo rolando entre os dados.
Sigo perplexo uma multidão de desconhecidos.
Mas jamais escapo dos espelhos.
Que me aprisionaram de todos os lados.
Autor: Alberto Correa de Matos
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