domingo, 19 de novembro de 2017

Hipocarfia.

                                                                          
Lembra de quando era dia.
De brindarmos com alegria.
Pelo seu coração que sem motivos sorria.
Enquanto o meu sem explicação, nos teus olhos amanhecia.

Lembrando de como a gente fugia.
Das armadilhas de quem fingia.
Que vivia.
Pisando no mundo com a mesma ousadia.
De quem a solidão nunca mais abraçaria.

Lembrança inocente
Que parte.
Para qualquer parte.
 Aonde você seja mais que um instante.
Mesmo que ainda seja distante.
Nesse meu infinito particular constante.

Lembro o quanto estive errado.
Enganado.
Todas as vezes que me perdi do seu lado.
Perdendo para o tempo indignado.
Um segundo.
 Que tivesse sido meu amor nosso último recado.


Autor: Alberto Correa de Matos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário