Lembra de quando era dia.
De brindarmos com alegria.
Pelo seu coração que sem motivos sorria.
Enquanto o meu sem explicação, nos teus olhos amanhecia.
Lembrando de como a gente fugia.
Das armadilhas de quem fingia.
Que vivia.
Pisando no mundo com a mesma ousadia.
De quem a solidão nunca mais abraçaria.
Lembrança inocente
Que parte.
Para qualquer parte.
Aonde você seja mais
que um instante.
Mesmo que ainda seja distante.
Nesse meu infinito particular constante.
Lembro o quanto estive errado.
Enganado.
Todas as vezes que me perdi do seu lado.
Perdendo para o tempo indignado.
Um segundo.
Que tivesse sido meu
amor nosso último recado.
Autor: Alberto Correa de Matos.
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