Quando suas asas sagradas.
Surgirem partindo a escuridão das sombras.
Trazendo o sol do amanhecer sobre suas costas.
Me guie para longe das trevas.
Me conduza além dos perigos da morte.
Me protegendo de minha própria sorte.
Enquanto o mundo todo se parte.
Me eleve para além desses gritos aflitos pela noite.
Me carregue para os campos floridos.
Em que amanhecem eternos.
Os olhos dos poetas e sábios.
E as palavras que silenciam seus mistérios.
Me leve acima das ondas do mar.
Além do horizonte para libertar.
Todo o amor que deveria me encontrar.
Antes do lykófos me aprisionar.
Me eleve para onde as estrelas possam me iluminar.
Aonde eu posso como todo meu amor regar.
Toda a esperança que eu conseguir semear.
Nos corações em que eu conseguir tocar.
Autor: Alberto Correa de Matos
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