segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Juras sentidas.



Um dia as mentiras
Machucarão suas línguas
E enterrarão a falsidade de suas vidas.
Vazias.

Uma hora suas promessas.
Sem mostrarão tão dignas.
Quanto aquelas  lagrimas.
Roubadas.

Em algum momento as palavras.
Mesmo que apenas pensadas.
Perfurarão mais que se fossem esquecidas.
Malditas.

Lindo será o por do sol quando.
Aquilo que foi pronunciado.
E tão lindamente  jurado .
Cumprido.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Pamela


O sorriso guarda mistérios.
Que somente a noite desses olhos.
Reflete nas estrelas que guiam os medos.
E o tempo carrega em seus ventos.

Reveladores como os sonhos.
Da menina dividida entre dois destinos.
O da mulher que esconde a dor em seus encantos.
E o da senhora dos bravos e corajosos.

Somente nas pétalas dessas lagrimas.
Revelam as certezas ignoradas.
No calor das palavras.
Das pessoas que me julgam em suas hipocrisias.

Não sinto o frio da solidão.
Pois toda estrela tem sua constelação.
E a que aquece meu coração.
Renasceu a cada vitoria da vida sobre a decepção.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um menino sem ceia.


As lágrimas lavrando as ruas.
As palavras pelo chão perdidas.
Embriagadas pelas calçadas das avenidas.
As brincadeiras e a infância interrompidas.

Nos castelos de nossos medos.
Os monstros um dia foram amigos.
E os pesadelos não terminavam com os olhos fechados.
E as fadas maquiavam nossos desesperos.

Mas um dia desceram os cavalos.
E seus cavaleiros eram anjos.
Seguraram minhas mãos.
E me levaram pra longe dos tormentos.

Hoje não existe frio nem medo.
Pois hoje Deus dorme do meu lado.
E Jesus apaga as dores do meu passado.
Pois o perdão é o nosso presente mais sagrado.


Autor:Alberto Correa de matos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prenda.


A saudade desabrochou.
Quando o orvalho da noite me alcançou.
Regando as flores de um amor que me deixou.
No sopro da primavera que chegou.

Eram verdes os campos.
Em que me fugiram seus abraços.
Nas patas dos cavalos.
Que partiram levando nossos sonhos.

As coisas que só com, o tempo aprenderia.
Deitado sobre a grama vazia.
Sem o vestido que me cobria.
Sem seus sorrisos refletidos na minha alegria.

A noite escura cobre os campos.
As flores adormecem com os sinos.
E enquanto isso, diante das madrugadas, os anjos.
Cuidam dos nossos destinos separados.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A caminho do inferno.



Caminho de baixo do sol me desfazendo.
Pouco a pouco junto ao tempo vou morrendo.
Enquanto os ratos minha carcaça vão comendo.
E os coiotes do dia a dia continuam me abraçando.

Descanso aonde as sombras queimam.
As minhas alegrias não importam.
E os meus defeitos, são tudo que os outros lembram.
Diante da brisa seca que sai de seus bafos, enquanto me culpam.

Meu sangue não apaga minhas dividas.
O suor me sufoca numa ciranda de mentiras.
E as únicas linhas sinceras e concretas.
Estão vagando alem das minhas poesias.

Aplaudam e apontem a vontade meus erros.
Pois não serei escravo dos seus desejos e egos.
Nem dessas mentes perturbadas que cobiçam os escravos.
Que se curvam diante do dia e da noite sob seus contratos.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Últimos caminhos.


Quem diria que no inicio dos caminhos.
Que por aqui foram traçados.
Essas pessoas estranhas.
E que tiveram suas diferenças.

Descobriam mais que amigos
Uma família em todos os sentidos
Alem das areias do tempo em seus pensamentos
Carregarão consigo as verdades e os sonhos.

Que durante todos estes anos.
Foram forjados.
Nos momentos de conflitos.
E eternizados nos erros perdoados.


Encerrou se mais uma fase nessas vidas.
Pois chegou a hora dessas águias.
Saírem de seus ninhos.
E tomarem a frente de seus destinos.
Pois mais que alunos e amigos.
Serão para sempre lembrados
Como nossos mais importantes símbolos.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Alem do teu olhar.


Na sombra do teu olhar.
Encontro o meu lugar.
Aonde o tempo não consegue chegar.
E a paz irradia num tom de noite em luar.

Desvendo-me diante dos seus mistérios.
Abençoado pelos anjos.
Que são revelados.
Na aurora da felicidade de seus sorrisos.

Perto de Sua respiração.
Perco o sentido da razão.
Pois a cada batida do teu coração.
Só penso em como tu afugentas a minha solidão.

E assim corro eu contra os ventos.
Que lavram os campos.
Pois de todos os meus sonhos.
O mais precioso é o de amanhecer, em todos seus sentidos.


Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Tulipas.



A brisa apaga o tempo de suas pegadas.
Enquanto a maré esconde suas marcas.
Que da areia encobriam as estrelas.
Escondidas pelas nuvens de algumas lágrimas.

Sinto esse vento que dobra a esperança.
E assusta meu coração feito uma criança.
Embalando meu peito como uma rede de caça.
Em busca de um casamento sem aliança.

Observo da varanda um distante tom de verde.
Refletindo nas janelas adornadas pela saudade.
Sem forma naquelas águas salgadas da verdade.
Que as margens da praia matam minha sede.

Sozinho na poeira sem reflexo das taças.
Recolho-me a distancia de meus dias.
Adormecendo junto as ultimas despedidas.
Do seu retrato caído em meio as ultimas tulipas.



Autor:Alberto Correa de Matos