sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cemitérios



Tenho medo dos cemitérios.
Que condenam os nossos desejos.
E abraçam nossos monstros.
Escondidos em cada um de seus sorrisos.

Conheço cemitérios.
Que estão entre os lábios.
Dos que sofrem quietos.
Enquanto outros aplaudem seus medos.

Passeio pelos cemitérios.
Que não se velam os mortos.
Mas sonhos frustrados.
E onde glorificam os desgraçados.

Mas prefiro os cemitérios.
Aonde os preconceitos.
São esquecidos.
E os ignorantes amaldiçoados.


Autor:Alberto Correa de Matos

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