terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Futuro fabricado.


As ruas adormecem vazias.
A lua não acompanha o ritmo das horas.
As estrelas não encontram poetas.
E as palavras não encontram novas senhoras.

Os anjos recolhem do chão.
Os restos dos filhos do  canhão.
Que a cada segundo tomam a nação.
Agonizando por mais que um pedaço de pão.

Os demônios dançando no portão.
E a cada mentira nova na televisão.
Deleitam-se com a revolução.
De quem não entende o significado da palavra perdão.

Mas estamos todos felizes
Pois todos os homens são capazes
De fechar os olhos com os cartazes
E de aplaudirem as realidades produzidas nessas telas ricas em cores...


Autor:Alberto Correa de Matos 

5 comentários: