Como procuro esconder meu sentimento.
Como a noite oculta às estrelas em meu peito.
Aprisionando a realidade em cada momento.
Que a vida desmente o que é certo.
E a canção que se silencia em meu rádio.
Tem como melodia o som do vazio.
Que transborda das paredes do meu palácio.
Anunciando as angustias de quem se perdeu da Flor do Lácio.
E essas folhas que cobrem o outono.
Através da janela embalam meu sono.
Essas lembranças mergulhadas no desengano.
Entre o álbum de fotos e o café já morno.
Parto talvez com minhas angustias ao amanhecer.
Pois minha solidão me levou a esse anoitecer.
Sem que minha alma aprende-se a maravilha de viver.
Pois perdi muito tempo fazendo de meus olhos, chover.
Autor: Alberto Correa de matos
Bem triste, mas o que é a realidade se não feitas de vantagens e riscos?
ResponderExcluirverdade assim como a vida é feita de escolhas
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