Estava sobre o fogo debruçado.
Esperando ver o resultado.
Das chamas do progresso devorando.
Sem pena o seu legado.
As ruas frias sem estrelas
pavimentadas.
Apagando as alegrias e lágrimas.
Junto do suor de quem,
não é citado nessas conquistas.
E vê se apagando no meio de tanto concreto suas lutas.
As famílias amaldiçoadas pelas hipocrisias
Que rendem as esperanças a cidade e suas demagogias
Condenando seus filhos as drogas.
Que consomem com falta de humanidade nossas lembranças.
Pai me perdoe por não repassar teus valores.
Por ser fraco e deixar apagarem nossas tradições.
Diante do progresso que rouba a identidade de nossas futuras
gerações.
Pois do pó, pai que nos tirastes.
Restam hoje apenas nossas lamentações.
Autor: Alberto Correa de Matos
Adorei "Diante do progresso que rouba a identidade de nossas futuras gerações".
ResponderExcluirEu também tenho um blog, vou deixar o link se tiveres vontade de fazer uma visita. http://sobrenaturalmaniacos.blogspot.com.br/