quarta-feira, 30 de abril de 2014

Valsa para solidão.



A solidão que descreve nas linhas de minha mão.
Um futuro marcado pela desilusão.
Promessas que guardaram as discórdias da minha decisão.
Jogando as ruínas da felicidade a soberba da minha presunção.

A solidão é  uma rede, que a beira do mar.
Decifra os mistérios de um entardecer prestes a chegar.
Como se cada onda ousa-se denunciar.
Os méritos e desmandos de quem estava prestes a chegar.

A solidão que completa meu padecer.
É a dama sem flor que ao alvorecer.
Bailara pelos precipícios do meu ser.
Diante de um jardim de espelhos sem me reconhecer.

A solidão de nunca poder lhe sentir.
Afinal meus sonhos resolveram sem motivos resistir.
 Sobre uma chama prestes a se extinguir.
De um amor que o tempo esquecera antes mesmo de existir.


Autor: Alberto Correa de Matos

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