sábado, 7 de fevereiro de 2015

shakar


Se eu pudesse me guiar pelo deserto.
Dos Oasis que habitam em meu peito.
Ergueria diante das areias do tempo um monumento.
Para cada flor que reinasse acima do meu afeto.

Vagaria pelas mil e uma noites.
Com a vida sendo retratada sobre tapetes.
Como um beduíno atravessando pontes.
Acompanhado pelas safiras nos olhares das mulheres.

Eu não procuraria pelo amor.
Pois existem certos tesouros na vida que só tem valor.
Quando são impostos sobre o peito de um desbravador.
Afinal nem tudo na vida precisa ter uma forma ou cor.

Mas não tenho um deserto
Aonde possa esconder meu peito.
Pois não existe nenhum monumento.
Que segure as areias do tempo nem por um momento.



Autor:Alberto Correa de Matos

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