quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Milhas de solidão.


Nas ondas do vento sobre os campos, meu coração.
Vai sem rumo, fugindo da dor, buscando uma solução.
Procurando seu sorriso em qualquer direção.
Que una durante a noite nossa solidão.

Sobre as nuvens desafio o tempo entre nossas fantasias.
Procurando um destino além das fotografias.
Que transformaram tantos momentos mágicos de poucos dias.
Guiando seu sorriso por entre as estrelas.
Separando nossos caminhos de nossas lembranças.

Vivendo de alegres memórias.
Que se refugiam nestas palavras.
Além das milhas de lágrimas.
Que possam existir entre nossas vidas.
Que sempre brilharam opostas.
Querendo vencer a distância de nossas escolhas.

Apesar da escuridão dessas densas florestas.
Carrego comigo todas essas rosas.
Que trazem você em cada uma de suas pétalas.
Mantendo vivas nossas esperanças.
Esquecidas em meio a tantas despedidas.

Promessas que me guiaram por milhas e milhas.
De um futuro em que existiriam somente alegrias.
Roubadas.
 Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Domingo! Menino...

                                       
Nem sempre o orvalho mais doce.
Surge de uma prece.
De agradecimento precoce.
Sobre o dia que amanhece.

As vezes o orvalho do sereno.
É tão amargo e tão pequeno.
Que quando nos livramos do sono.
Ele cai despercebido escorrendo dos olhos do menino.

 Que sente fome de carinho.
Enquanto sem embriaga sozinho.
Nas próprias lições do seu mundinho.
Sem encontrar algum amigo para dividir seu sonho.

De liberdade de criança.
Que numa bolha de esperança.
Era soprado contra o vento oculto numa praça.
Aonde amanhecia despercebido seu sorriso sem graça.

Despercebido corria sozinho.
Descalço sobre as pedras do caminho.
Colhendo com os pés o espinho.
Enquanto seu coração movia as pás do moinho.
Que triturava as margens da solidão suas fantasias de carinho.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 17 de setembro de 2017

A última carta de adeus


Talvez tenha sido sem querer.
Que meu coração resolveu se perder.
Na sombra de qualquer entardecer.

Enquanto sentia o sol desaparecer
Resolveu que melhor do que sofrer.
Fosse melhor arranjar uma desculpa para se esconder.

Enquanto esperava a chuva chegar.
Trazendo com ela outras vidas dispostas a recomeçar.
 Eu apenas resolvi deixar o tempo passar.

Levando com ele tudo que eu não pudesse abraçar.
 Descobrindo por um acaso aonde é o meu lugar.
Infelizmente já era tarde demais para te contar.

E esse medo que finalmente deixou de me guiar.
Me roubou nossas lembranças antes que eu pudesse te amar.
Simplesmente partindo sem me contar aonde te encontrar.

Enquanto eu te via sorrindo cada vez mais distante.
De algum lugar do qual não faço mais parte.
Renegando as minhas verdades as dores da minha própria sorte.

Quem sabe se um dia o sol voltar a brilhar.
Possamos finalmente ser livres para dançar.
Antes de outro sonho de verão acabar?


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Delírios da solidão




Estrelas...
Por que abandonaram minhas palavras.
Sobre o vento como se fossem brisas.
De uma paixão sufocada por suas ondas marítimas.

Fragatas...
Por que atolaram na solidão das minhas lágrimas.
Piratas e suas malditas bandeiras rasgadas.
A margem das minhas meias verdades traiçoeiras.

Pérolas ...
Que amaldiçoaram minhas palavras.
 Toda vez que refletiram suas gargalhadas.
Sobre meu coração putrefato de suas mentiras.

Anjos...
Obrigado por me carregarem em seus braços.
Quando estouraram as bolhas dos meus sonhos.
E me vi jogado no lodo ao lado dos porcos.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 10 de setembro de 2017

Mariposas

                                                                          
Perdi tantas estrelas.
Tentando aprisiona-las.
Que nem sentia choverem lágrimas.
Enquanto desbotavam minhas rosas.

As mariposas sentavam sobre as janelas.
Enquanto minhas estrelas.
Anoiteciam apagadas.

Eu sei ainda existem algumas primaveras
Para brotarem outras rosas.
Enquanto me curo das feridas.
Dos espinhos das últimas lembranças.

As mariposas continuavam nas janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Caiam sorridentes sobre o mar apagadas.

Podem dizer que as estrelas são eternas.
Mas a eternidade é uma ilusão no coração dos poetas.
Embora o amor não conheça fronteiras.
Meu peito só abrigou mariposas.

As mariposas abandonaram as janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Encontraram outras noites para brilharem eternas.


Autor: Alberto Correa de Matos