domingo, 10 de setembro de 2017

Mariposas

                                                                          
Perdi tantas estrelas.
Tentando aprisiona-las.
Que nem sentia choverem lágrimas.
Enquanto desbotavam minhas rosas.

As mariposas sentavam sobre as janelas.
Enquanto minhas estrelas.
Anoiteciam apagadas.

Eu sei ainda existem algumas primaveras
Para brotarem outras rosas.
Enquanto me curo das feridas.
Dos espinhos das últimas lembranças.

As mariposas continuavam nas janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Caiam sorridentes sobre o mar apagadas.

Podem dizer que as estrelas são eternas.
Mas a eternidade é uma ilusão no coração dos poetas.
Embora o amor não conheça fronteiras.
Meu peito só abrigou mariposas.

As mariposas abandonaram as janelas.
Enquanto as minhas estrelas.
Encontraram outras noites para brilharem eternas.


Autor: Alberto Correa de Matos

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