Nem sempre o orvalho mais doce.
Surge de uma prece.
De agradecimento precoce.
Sobre o dia que amanhece.
As vezes o orvalho do sereno.
É tão amargo e tão pequeno.
Que quando nos livramos do sono.
Ele cai despercebido escorrendo dos olhos do menino.
Que sente fome de carinho.
Enquanto sem embriaga sozinho.
Nas próprias lições do seu mundinho.
Sem encontrar algum amigo para dividir seu sonho.
De liberdade de criança.
Que numa bolha de esperança.
Era soprado contra o vento oculto numa praça.
Aonde amanhecia despercebido seu sorriso sem graça.
Despercebido corria sozinho.
Descalço sobre as pedras do caminho.
Colhendo com os pés o espinho.
Enquanto seu coração movia as pás do moinho.
Que triturava as margens da solidão suas fantasias de
carinho.
Autor: Alberto Correa de Matos
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