terça-feira, 19 de março de 2019

Anjo sem asas




Mesmo que tenham cortado minhas asas.
Ainda não venceram minhas forças.
Mesmo que eu silencie minhas lágrimas.
Ainda guardarei comigo minhas esperanças.
Para sobreviver essas mágoas que me sufocam todos os dias.

Mesmo que criem mais barreiras.
E apaguem minhas palavras.
Jamais me curvarão a suas hipocrisias.
Pois minhas virtudes não são compradas com moedas.
Nem com as fantasias de suas revistas.

Mesmo que todos gritem.
Tentando encerrar minha coragem.
Em uma miragem.
Esqueceram que não tenho imagem?
E que a dor de suas maldades, encontram em meu coração uma antiga hospedagem.


Mesmo que me matem.
Mesmo que me neguem.
Mesmo que me calem.
Mesmo que me apaguem.
Minha alma é tudo o que vocês temem.

Jamais fui amado.
Nunca fui admirado.
Tão pouco respeitado.
Mas sempre estive ao lado.
Daqueles que eu realmente havia amado.


Autor: Alberto Correa de Matos

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