Mesmo que tenham
cortado minhas asas.
Ainda não venceram
minhas forças.
Mesmo que eu
silencie minhas lágrimas.
Ainda guardarei
comigo minhas esperanças.
Para sobreviver
essas mágoas que me sufocam todos os dias.
Mesmo que criem mais
barreiras.
E apaguem minhas
palavras.
Jamais me curvarão
a suas hipocrisias.
Pois minhas virtudes
não são compradas com moedas.
Nem com as fantasias
de suas revistas.
Mesmo que todos
gritem.
Tentando encerrar
minha coragem.
Em uma miragem.
Esqueceram que não
tenho imagem?
E que a dor de suas
maldades, encontram em meu coração uma antiga hospedagem.
Mesmo que me matem.
Mesmo que me neguem.
Mesmo que me calem.
Mesmo que me
apaguem.
Minha alma é tudo o
que vocês temem.
Jamais fui amado.
Nunca fui admirado.
Tão pouco
respeitado.
Mas sempre estive ao
lado.
Daqueles que eu
realmente havia amado.
Autor: Alberto
Correa de Matos
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