terça-feira, 9 de abril de 2019

A mil milhas de desolação.



Mais uma vez a solidão.
Me devora com sua imensidão.
Sufocando as poucas alegrias que resistiam em meu coração.

Suas ondas de desolação.
São um poema de destruição.
Varrendo as praias da minha dedicação.

Sua mare de escuridão.
Me afastou do carinho da sua mão.
Roubando o seu último sorriso, do que ainda restava da minha visão.


Recordação.
Da primavera que você se tornou na minha evolução.
Diante da vida e toda essas faces estranhas na multidão.

Mas infelizmente voltei a mergulhar na solidão.
Sem forças para mudar o resultado dessa situação.
Apenas posso observar calado outros ocuparem seu coração.
Enquanto essa correnteza me leva em outra direção.
Pra longe do brilho dos seus olhos a mil milhas submarinas de desolação.

Autor: Alberto Correa de Matos

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