A solidão.
É um cadeado sobre
minha visão.
Um véu cinza de
toda minha escuridão.
Que sobe de dentro do peito a
cada batida do meu coração.
Limitando o filme da
minha vida.
A uma eterna ciranda
de palavras de despedida.
De uma emoção de
amor que para mim permanece desconhecida.
Como as lembranças
empoeiradas em algum porta-retratos de alguma estante.
Me sinto as vezes
como se fosse transparente.
No meio de tantas
luzes e da silhueta apagada de tanta gente.
Que pareço estar
sempre distante.
Ausente.
Abro meu cadeado com
esperança e sinto as correntes se partirem.
As flores
desabrocharem.
Meus olhos novamente
brilharem.
E as trevas que
antes cobriam meus passos desparecerem.
Infelizmente.
Mesmo que esteja
sorridente.
Carrego as
cicatrizes de um amor combatente.
Que apesar de sempre
desprezado ainda se reinventa e segue em frente.
Autor: Alberto
Correa de Matos
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