São tristes as flores ciganas.
Caídas sobre uma poça enlameadas.
Junto de um coração derrotado, desbotadas.
Pelo fim que se aproxima no cair das horas.
São Testemunhas
silenciosas.
De um amor marcado pelas chagas.
De seus preconceitos e magoas.
Escondidas embaixo da cruz de prata, que guia suas
incertezas.
Pobres dessas flores malditas.
Assistiram de camarote o fim de inúmeras fantasias.
Viram cair por terra todas às promessas vazias.
Como se encerrassem os capítulos do fim daqueles dias.
Triste fim pras flores frias.
Que em algum lixo jogadas jazem esquecidas.
Carregando consigo o sal de algumas lágrimas.
Entre os restos de
alguns amores e o fim de outras histórias.
Autor: Alberto Correa de Matos