Guiando-me na ternura das hortênsias.
Refazendo os caminhos percorridos de outras primaveras.
Antes que se desfaçam como a neblina que encobre a luz das estrelas.
Medindo a distancia entre o tempo e as palavras.
Antes dos anjos toparem com minhas lagrimas.
Dentro de tantos momentos naufragados, nas margens do lago
negro.
Onde as águas confidenciam o fim da nossa solidão em segredo.
Como se a sutileza das borboletas entre as folhas dos
pinheiros.
Encontra se com os beija flores e os casais de namorados.
Mediando a complexa modernidade de seus sonhos.
Antes de alguém me perguntar.
Na distancia presente nas lágrimas que traçam um novo
cotorno em meu olhar.
Onde repousam as esperanças e a saudade que repartem seu
passado?
Simplesmente digo lhes repousam perdidas num lago em Gramado.
Autor: Alberto Correa de Matos
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