domingo, 1 de setembro de 2013

Lago Negro

Guiando-me na ternura das hortênsias.
Refazendo os caminhos percorridos de outras primaveras.
Antes que se desfaçam como a neblina que encobre a luz das estrelas.
Medindo a distancia entre o tempo e as palavras.
Antes dos anjos toparem com minhas lagrimas.
Dentro de tantos momentos naufragados, nas margens do lago negro.
Onde as águas confidenciam o fim da nossa solidão em segredo.

Como se a sutileza das borboletas entre as folhas dos pinheiros.
Encontra se com os beija flores e os casais de namorados.
Mediando a complexa modernidade de seus sonhos.

Antes de alguém me perguntar.
Na distancia presente nas lágrimas que traçam um novo cotorno em meu olhar.
Onde repousam as esperanças e a saudade que repartem seu passado?
Simplesmente digo lhes repousam perdidas num lago em Gramado.


Autor: Alberto Correa de Matos

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