domingo, 1 de setembro de 2013

Amar sobre o tempo.



Gira o ponteiro do relógio.
Rodando, sem poder parar o tempo nesses passos sem direção.
Afugentados pela verdade da decepção.
Movidos pelo silencio e pela falsa discrição.
Adiantando-se a desilusão que tomou conta de seu coração.
Diante do ardor desses olhos castanhos e desinteressados.
Onde ele achava poder contar seus carinhos.

Caindo vagarosamente minhas lagrimas junto dos plátanos caídos.
Entre a razão e a emoção desses meus olhos tombados.
Mareados e mais uma vez prontamente ignorados.

Afinal terminei passivo perante a geada numa manhã, que parecia nevar.
Numa rua solitária e fatídica qualquer a me consolar.
Onde e como eu consegui-se me reencontrar.
Sabendo que me restava agora somente esperar, a dor de nunca te ter passar.

Autor: Alberto Correa de Matos

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