segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sem nada


Sem raiz.
Sento na porta da matriz.
Escrevendo com uma barra de giz.
Falsas suposições de como é ser feliz.

Sem paixão.
Meu pobre coração.
Confundiu o cimento seco da sua razão.
Com as cores torpes do mar em sua imensidão.

Sem direito.
De desaguar a dor no peito.
Pois ninguém nota a sombra que esta por perto.
De quem precisa Fingir ser um herói há todo momento.

Sem paredes.
Desmembradas em muitas partes.
Para que escondam as verdades.
Ocultas aos olhos das almas dos viajantes.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 22 de junho de 2014

Opaco



Quem diria que seria tão estranho.
Acreditar, sem ter um sonho.
Que me desenhe um caminho.
Sozinho.

Arte.
Nessas nuvens, me carregam por toda parte.
Sempre entregues a própria sorte.
Chovendo num poema, que ninguém notara que existe.

Fingindo que seduziriam a rua.
Com reflexos de quem seria sua.
Admiradora inerte de todas as noites nua.
Lua.

Banco.
Como é ser o palco?
De tantas fotografias em branco.
 Pois nelas aparecem os sorrisos, mas o amor é opaco.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 17 de junho de 2014

Flores caídas


Organizando minhas palavras.
Sem um sentido claro que acompanhe minhas ideias.
Amargam como fel, o sabor das rosas.
Numa primavera manchada de cinzas.

Vago itinerante pelas ruas.
Admirando as esperanças caídas.
Em meio ao espetáculo colorido de folhas mortas.
Compactuando com o frio ressentido das calçadas.

A decepção que me acompanha tímida.
Segurando minha mão, atravessando pela avenida.
Fazendo sem grandes paixões minha vida.
Adormecendo indigente no meu colo, num banco esquecida.

Qual será a minha verdadeira obsessão?
Uma solução.
Qualquer uma que preencha o vazio do meu coração.
Que já amortecido aceitou seu destino preso à solidão.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 7 de junho de 2014

Carol


Aprenda a sentir no toque do vento o amor.
Aprenda com ele na sua simplicidade a dar valor.
As pequenas coisas que mudam; seu mundo; de forma e cor.
Adormeça no seu abraço e deixe partir com ele qualquer tipo de dor.

Acorde com a melodia das manhãs de primavera.
Deixe que o beija-flor nos limite com o equinócio de sua obra.
A emoção do sol que nasce no reflexo de teu sorriso, perdido la fora.
Sentindo seu calor no reflexo do orvalho de uma rosa encenando que chora.

Sinta nas asas das borboletas.
A esperança que descansa no sorriso das crianças.
Sonhe com a inocência no coro das fadas.
Que anuncia ao por sol o fim dos dilemas na barra dos teus dias.

Deixe que critiquem sua sinceridade.
Pois quem omite atuando a sua própria verdade.
Acaba vivendo só pela metade.
O verdadeiro sentido da felicidade.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Magnólias do Coroado



A grande mentira nesse enredo.
É acreditar num suposto segredo.
Por de trás de um olhar disfarçado.
De um coração que se engana não sentir medo.

Escondido em um pedaço de papel pardo.
Uma Ilusão de um sonho mal compreendido.
E pelo som das suas lagrimas abafado.
E que nesse silêncio sozinho, dança pelas ruas desolado.

Sem perceber que por uma antiga cantiga é coroado.
Seguindo um rastro de esperança desencorajado.
Pra disfarçar a dor de ter sido condenado.
 A uma existência sem qualquer estrela do seu  lado.

Pobre sábio na sarjeta adormeceu  amaldiçoado.
Tropeço sobre as mesmas ilusões que no passado.
Pelo  menos até o próximo marinheiro ser esquecido.
O fizeram se sentir abençoado.


Autor:Alberto Correa de Matos