Organizando minhas palavras.
Sem um sentido claro que acompanhe minhas ideias.
Amargam como fel, o sabor das rosas.
Numa primavera manchada de cinzas.
Vago itinerante pelas ruas.
Admirando as esperanças caídas.
Em meio ao espetáculo colorido de folhas mortas.
Compactuando com o frio ressentido das calçadas.
A decepção que me acompanha tímida.
Segurando minha mão, atravessando pela avenida.
Fazendo sem grandes paixões minha vida.
Adormecendo indigente no meu colo, num banco esquecida.
Qual será a minha verdadeira obsessão?
Uma solução.
Qualquer uma que preencha o vazio do meu coração.
Que já amortecido aceitou seu destino preso à solidão.
Autor: Alberto Correa de Matos
Eu não sei por que, mas adoro poemas tristes, acho que talvez captem melhor o interior das pessoas.
ResponderExcluirAinda mais quando se trata da alma humana que é fria quando só tem uma capa.
ResponderExcluir