domingo, 22 de junho de 2014

Opaco



Quem diria que seria tão estranho.
Acreditar, sem ter um sonho.
Que me desenhe um caminho.
Sozinho.

Arte.
Nessas nuvens, me carregam por toda parte.
Sempre entregues a própria sorte.
Chovendo num poema, que ninguém notara que existe.

Fingindo que seduziriam a rua.
Com reflexos de quem seria sua.
Admiradora inerte de todas as noites nua.
Lua.

Banco.
Como é ser o palco?
De tantas fotografias em branco.
 Pois nelas aparecem os sorrisos, mas o amor é opaco.


Autor: Alberto Correa de Matos

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