sexta-feira, 30 de maio de 2014

Neide


Diga-me através dessas nuvens o sentido.
De ainda sonhar acordado.
Só recordo de pessoas sem rosto que passam ao seu lado.
Diante de uma ponte que me esconde no passado.

Explique-me como é vagar pela estrada.
Sem ninguém que entenda sua caminhada.
E muito menos um coração aonde repouse o peso da sua jornada.
Até sua sombra parece diante do percurso, desencorajada.

Mas um dia sem toda aquela solidão.
Parou  de pesar dentro do coração.
Apenas me diga que finalmente encontrou abrigo numa paixão.
E não me conte como encontrou nela sua razão!

Espero que hoje chore de felicidade.
E que a ponte não tenha sumido de sua realidade.
Pois o passado, já não tornará a ser uma metade.
Pois todo sofrimento se curvou diante da sua bondade.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Victoria


Serenidade nas palavras.
Pois os Querubins querem cuidar das crianças.
Abençoar os casais nas praças.
E observar ela passar no reflexo das janelas.

Alegria nessas palavras.
Que os anjos na porta das capelas.
Querem mais que ouvir promessas.
Esperam pelas suas brincadeiras.

Felicidade sobre os sonhos.
Pois não há dias melancólicos.
Quando abençoados pelos arcanjos.
Que descem do céu só pra verem os teus olhos.

Sinceridade cuidado com a verdade.
Pois quando as coisas são ditas pela metade.
Não se sustentam só  na vaidade.
Moça bonita o tempo um dia passa, mas deixa a maturidade.


Autor:Alberto Correa de Matos

Marilene


Minhas sombras são as pegadas.
De um passado sem fantasmas.
Secando ao sol minhas lagrimas.
E com a lua desabafando minhas lutas.

Como estrelas cadentes.
Essas lembranças sempre presentes.
Seu nome perdido nas assinaturas das paredes.
Regando de ironia esses jardins sem flores.

Eu sei como foi envolvente.
Seguir fingindo que já não sou parte.
Das vitorias que agradeço a sorte.
Pois minha vida é fingir ser uma arte.

Ignoro a solidão.
Abraço a desolação.
Beijo a escuridão.
Mas tudo isso só pra te por de volta em meu coração.


Autor: Alberto Correa de Matos

Lilian


Quando o coração precisa.
De um alento procura nas pétalas da rosa.
Rendendo as agonias numa prosa.
E a depressão aprisionando numa jóia preciosa.

Sem motivos ou explicação para sonhar.
Todos têm direito a recomeçar.
Seja com palavras para desabafar.
Ou no silêncio para se reencontrar.

Sabe como é fácil com o medo se propor a julgar.
Difícil é com a humildade entender o brilho do olhar.
É a sinceridade aveludada no jeito de representar.
Quem disfarça a alegria escondida no modo de andar.

Mas é tão bom poder contar e recontar.
Sobre paz de poder festejar.
Todo ano o que a maternidade tem pra ensinar.
Sobre como o amor é o caminho de quem precisa se encontrar.


Autor : Alberto Correa de Matos

Fernanda



Sempre que racionalizar com o seu intelecto.
Por favor, não recrimine as linhas do meu afeto.
O amor que te ofereço semi-poético do meu peito.
Tímido e sem qualquer jeito.

Preste atenção!
Não sou o mestre que veleja em teu coração.
Sou apenas uma linha num horizonte, rendado de emoção.
Remando junto do cinismo da tua desconsideração.

Pega uma carona na jangada que embala no ritmo da canção.
Das palavras que tocam na imaginação.
Das lavadeiras a beira do riachão.
Lavando com suas lágrimas qualquer decepção.

E no fim dessa jornada mágica.
Em direção a essa lua branca.
Que na tua alegria se esconde opaca.
Diante  dessa sinfonia interrompida pelo apito da barca.


Autor: Alberto Correa de matos

Andressa


Por que eu tenho que acordar?
Com o som dessas flores a se desmanchar.
Se a geada cobre todas elas, sem se preocupar.
Com o seu final já que elas não podem chorar.

Mesmo que vocês digam pra não me importar.
Esquecem que só eu sei aonde quero chegar.
E quem eu quero encontrar.
Quando nas redes do tempo eu puder repousar.

Não me julguem pela minha aparente solidão.
Pois diferente das fantasias  de toda sua presunção.
Só quero ter valor pra quem cabe em meu coração.
E não ser simplesmente só mais uma estrela em alguma constelação.

Vou seguindo minha vida.
Sem qualquer medo de qualquer ferida.
Pois as forças que me guiam nas luzes dessa avenida.
São maiores que qualquer mentira sobre mim proferida.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Parabéns as flores.


De joelhos esperando chover  pão.
Implorando que as enchentes só abalem a inflação
Que engorda com os sonhos do dragão.
Adormecido na ignorância da multidão.

 Os vermes brotando chão.
Aplaudidos por zumbis de 90 minutos sem direção.
Amantes de uma bola sem qualquer condição.
De dar a uma criança qualquer tipo de educação.

Descansam  céticos na boca do leão.
Seu dinheiro embalsamando a destruição.
De tudo que restava da nação.
Pois cada alma perdida é uma bala num canhão.

Saúdo os ignorantes.
Que caminham felizes.
Aos braços de seus algozes.
Carregando uma conta do enterro de seus próprios amores.


Autor: Alberto Correa de matos

domingo, 18 de maio de 2014

Dama



Então você esta desenganada?
Completamente desinformada.
Curtindo o tempo como se fosse apagada.
Apreciando a primavera com sua janela fechada.

Então o tempo passou?
 A maquiagem não esconde que a beleza acabou.
As palavras não descrevem a marca, que você deixou.
Mas finalmente calada, a multidão te aplaudiu.

Então tudo melhorou?
É o fedor de tuas artimanhas ao picadeiro impregnou.
As cortinas podem cobrir o que você roubou.
Mas a sujeira debaixo do tapete, ainda não desabrochou.

Então você com suas mentiras quer me julgar?
Diante da sua falsa moralidade querendo me derrubar.
Mas claro com todo esse dinheiro é difícil de enxergar.
Que só Deus pode me condenar.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 12 de maio de 2014

As sementes de Anhangá


Somos as sementes.
De sorrisos tão distantes.
Desbravadores na aquarela do tempo das partes.
Que restaram das estrelas cadentes.

Perdidas na liberdade de sonhar.
Semeando no brilho de cada olhar.
Quem em verde e amarelo tenta desabrochar.
A esperança que nos motiva sempre a continuar.

Não importando aonde chegar.
Se nas minhas raízes eu puder preservar.
A memória dos meus pais e poder ensinar.
A meus filhos pelo que vale a pena lutar.

Sou apenas mais um homem a delirar.
Mas num sonho aprendemos a voar.
E em outro aprendemos a amar.
Lado a lado com o progresso, que não precisa parar.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 6 de maio de 2014

Por traz da verdade



Sou menos que algum momento.
De algum lugar sem cores e sentimento.
Entre as sombras do esquecimento.
E as máscaras da escuridão do fingimento.

Vago como qualquer obseção.
Sem motivos dentro do coração.
Ou objetivos pra tentar uma superação.
Dessa alma moribunda sem direção.

Escondo atrás do meu sorriso.
As amargas memórias de um sonho pretensioso.
Que se tornou apenas um tempo ocioso.
Sem valer nada fingindo ser precioso.                  

Menos que o tempo.
Mais que as flores no campo.
Servido a mesa de algum ignorante junto de um prato.
Mais um numero esquecido no fundo do copo.


Autor:Alberto Correa de Matos