segunda-feira, 12 de maio de 2014

As sementes de Anhangá


Somos as sementes.
De sorrisos tão distantes.
Desbravadores na aquarela do tempo das partes.
Que restaram das estrelas cadentes.

Perdidas na liberdade de sonhar.
Semeando no brilho de cada olhar.
Quem em verde e amarelo tenta desabrochar.
A esperança que nos motiva sempre a continuar.

Não importando aonde chegar.
Se nas minhas raízes eu puder preservar.
A memória dos meus pais e poder ensinar.
A meus filhos pelo que vale a pena lutar.

Sou apenas mais um homem a delirar.
Mas num sonho aprendemos a voar.
E em outro aprendemos a amar.
Lado a lado com o progresso, que não precisa parar.


Autor: Alberto Correa de Matos

Nenhum comentário:

Postar um comentário