segunda-feira, 26 de maio de 2014

Marilene


Minhas sombras são as pegadas.
De um passado sem fantasmas.
Secando ao sol minhas lagrimas.
E com a lua desabafando minhas lutas.

Como estrelas cadentes.
Essas lembranças sempre presentes.
Seu nome perdido nas assinaturas das paredes.
Regando de ironia esses jardins sem flores.

Eu sei como foi envolvente.
Seguir fingindo que já não sou parte.
Das vitorias que agradeço a sorte.
Pois minha vida é fingir ser uma arte.

Ignoro a solidão.
Abraço a desolação.
Beijo a escuridão.
Mas tudo isso só pra te por de volta em meu coração.


Autor: Alberto Correa de Matos

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