segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Serenou


Aquilo que o meu amor semeou.
Cultivei com essa paixão que me dominou.
Quem sabe aonde estava e quando chegou.
Numa rosa que ainda não desabrochou.

Eu te procuro tanto.
Por todo canto.
Que quando chego perto.
Tiro uma saudade de dentro do peito.

E você nem me nota.
Mesmo assim te acho tão perfeita.
No seu jeito de sorrir discreta.
Enquanto te percebo escondido atrás da porta.

Eu não sei se digo que te amo calado.
Mas teus encantos me deixam mudo.
E se não for para ouvir sua voz prefiro ser surdo.
Pois nesse teu jeitinho de moleque me isolo do mundo.

Enquanto me escondo por trás de um ar tão sereno.
Num sentimento cigano.
Eu só preciso te dizer por engano.
O quanto te amo bordado num pedaço de pano.


Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 26 de novembro de 2016

Já faz parte do meu show

Já faz parte do meu show

Te entrego meu peito em preto e branco
E você usa meu coração como apontador.
Que pego um de seus sorrisos como lápis de cor.
Tatuo teu nome no lado esquerdo do peito.
Com uma pétala de flor.

Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.
Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.

Imito a lua carente que elege a vida como professor.
Te protejo do frio dando todo meu carinho.
Para você usar como cobertor.

Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.
Já faz parte do meu show, já parte do meu show teu amor.

Deslizo pelos seus cabelos.
E te escondo dentro dos meus olhos da solidão.
 Também faz parte do meu show, faz parte do meu show
Ficar de joelhos e te dar meu amor.

Roubo da saudade tuas mãos.
E me entrego de novo a ilusão
Também faz parte do meu show, faz parte do meu show
Ficar de joelhos e te dar meu amor.


Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Desilusão br



A saudade corta meus pulsos.
Com as lembranças de nossos mundos.
Escorrendo como sangue para os vampiros.
Que cospem em nossos destinos.

Mais um sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Um brinde a esses ladrões renegados.
Que saquearam meus sorrisos.
Roubaram meus tesouros mais preciosos.
E me enterraram sobre os escombros de nossas fotos.

Mais um sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Eu danço com os lobos.
Enquanto eles rasgam meus delírios.
E fazem uma fogueira com os meus sentidos.
Enquanto adormeço sob as rodas dos carros.

Um último sacrifício dos meus sentimentos.
Para esquecer a sombra dos teus cabelos.
Que caiam como a noite sobre meus lábios.

Autor: Alberto Correa de Matos


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Provocação

Provocação

Estamos todos fascinados.
Esperando para sair dos escombros.
Dois roseirais negros.
Para enfeitarem seus cabelos.

Venceremos o tempo e apagaremos todas nossas fotos
Deixa que eu te mostro aonde esconderam nossos segredos.
Enquanto nos abrigarmos em nossos beijos.
Deixaremos a terra se partir em terremotos.
Deixaremos os ventos destruírem tudo como tornados.

Enquanto eu fecho meus olhos.
E mergulhamos dos edifícios.
Para ganhar asas nos seus braços.

Enquanto eu fecho meus olhos.
E mergulhamos dos edifícios.
Para ganhar asas nos seus braços.

Ainda acredito em tudo que faremos juntos.
Quando saltarmos do alto dos penhascos
Para fiquem longe de nossos sonhos.
Todos esses corvos.

Vem! Que eu te mostro do que somos feitos.
Vamos! Destruir todos esses templos.
E erguer com essas pedras nossos castelos.
Aonde só terei você até o fim dos tempos.

Enquanto eu fecho meus olhos...
Enquanto decifro seus desejos...
Enquanto ainda tivermos ....
Enquanto....

Autor: Alberto Correa de Matos



domingo, 13 de novembro de 2016

Ventos da desolação

Tanto tempo quebrando as pedras do caminho.
Esperando por alguém que me tirasse do meu mundinho.
Ate meu coração se machucar sozinho.
Por não saber como receber seu carinho.

Surgem então as nuvens do medo.
Roubando você do meu mundo.
Só me restando velejar desenganado.
Enquanto meus sonhos vão se afogando.

As estrelas do meu céu estão desabando.
Enquanto essa aflição que vem me dominando.
Me deixa como um veleiro abandonado.
Em mágoas e desilusões ancorado.

Por que precisa ser sempre assim ?
Por que não posso ter essa  estrela para mim.
Sempre perdendo as rosas de que sou afim.
Sempre repetindo uma mesma história sem fim.

Autor: Alberto Correa de Matos









sábado, 12 de novembro de 2016

Menina dos olhos


Queria poder tocar piano com seus dedos.
Enquanto passeava por suas mãos.
Com meus sorrisos  derramados sobre seus cabelos.
Por terem se encontrado com seus olhos.

Queria poder te abraçar sob o luar.
Sentir sua respiração e poder te contar.
De como persigo as estrelas para te encontrar.
Toda vez que sinto a saudade me machucar.

Queria  dizer  minha bailarina perdida .
Que te encontrei  numa caixinha de música escondida.
Na gaveta das lembranças que terminaram em despedida.
Dentro do meu peito sempre tão mágica e linda.

Queria esta noite poder adormecer com você em meus braços.
Antes de me  encontrar  com o coral de anjos.
Que sussurram seu nome em meus ouvidos.
Toda vez que te desejo além dos meus sonhos.

Autor: Alberto Correa de Matos






sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Equações, números e quem sabe direções.


Oito anos afastam nossos destinos.
Duas cidades separam nossos caminhos.
Algumas centenas de estranhos.
Dividem o brilho de nossos olhos.

Um conjunto de escolhas.
Separam os nossos dias.
Algumas fantasias exatas.
Roubam nossos pares de asas.

Algumas milhas de rosas vermelhas.
Preenchem de saudade minhas palavras.
E há alguns metros das rosas amarelas.
Repousam lembrando de você minhas alegrias.

Me surgem tantas equações.
E fórmulas para explicar essas emoções.
Que talvez você poderia me dar algumas explicações.
De como conseguiu sem esforço nenhum tornar meus dias mais felizes.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Condenado


Devorei tantos espinhos.
Que os meus pesadelos.
Se tornaram exageros.
Que apagavam meus versos.

 Engoli tantos besouros.
Que meus sentimentos.
Secavam antes de chegarem a meus olhos.
Como cadáveres procurando desertos.

Dei tantos conselhos.
Com o meu peito em pedaços.
Que fingir sorrisos.
Tornaram meus lábios frios.


Até você conquistar meus olhos.
Roubar meus sorrisos.
Dominar meus pensamentos.
E resumir em gratidão todos os meus sentidos.

Autor: Alberto Correa de Matos



Liberdade além dos abismos.



Vou me atirar num desses abismos.
Em queda livre sem planos.
Ou tempo para tomar rumos.
Somente eu o vento e meus sonhos.

Vou atravessar ainda esses universos.
Que refletem no brilho dos teus olhos.
Sem tentar encontrar motivos.
Apenas desejos para desbravar esses abismos.

Talvez eu não precise de asas.
Para atravessar por essas sombras.
Que me acorrentavam as mentiras.
Daquelas pessoas engravatadas tão vazias.
Já não preciso mais de asa-delta ou paraquedas.
Hoje eu moro muito mais perto das estrelas.
Acima dos abismos das minhas escolhas.
Somente por existir você nos meus dias.

Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A beira do asfalto

Meu anjo a beira do asfalto.
Só você mesmo para tocar meu peito.
Só por estar por perto.
Fazendo meu dia mais perfeito.

Por que não esquecemos de tudo.
Deixamos os nossos mundos de lado.
Encaramos de frente esse sol amarelado.
E saímos pela estrada sem um destino a ser traçado.

Vem comigo deixar de sonhar.
Pegar uma mochila e viajar.
Para qualquer lugar.
Onde a gente precise somente amar.


Vamos partir para milhas e milhas.
De todas essas cidades e praias.
Enquanto o mar carrega nossas mochilas.
Quero apenas te presentear com suas estrelas.


Autor : Alberto Correa de Matos

domingo, 6 de novembro de 2016

Amanhã ela vai entender


Amanhã vou parar de me esconder.
Vou te procurar até o entardecer.
E quando você me aparecer.
Vou ser feliz até o anoitecer.

Amanhã quando amanhecer.
Vou cantar até você entender.
Só para você saber.
O quanto do teu sorriso carrego no meu jeito de viver.


Amanhã preciso de uma desculpa para te ver.
Mesmo que não tenha nada a me dizer.
Seu silencio é tão lindo que para te descrever.
Eu teria que ser um arcanjo para te compreender.

Amanhã não importa o que venham me falar.
Preciso de seu ombro amigo para te revelar.
O quanto tenho de amor para te dar.
Embora eu saiba as consequências depois que eu me declarar.


Autor: Alberto Correa de Matos

Miragens e sentidos


Uma miragem refletindo você pela cidade.
Me domina numa explosão de felicidade.
Pelas calçadas seus passos me guiam além da realidade.
Pelas praças seus gestos te traduzem em liberdade.

Conto com as flores os minutos.
E com os beija-flores te guardo nos meus segredos.
Só tenho espaço para você nos meus pensamentos.
Pois tenho que esconder de você meus sentimentos.

 Talvez sejam somente uns delírios de um coração apaixonado.
Mas toda vez que sinto sua presença do meu lado.
Sinto como se houvessem anjos me protegendo.
Pois perto de você me sinto abençoado.


E quando chega a noite na cidade e ligam todas suas luzes.
Minhas miragens se tornam tantas cores e lugares.
Que se pudesse traduzir apenas uma dessas emoções.
Escolheria a que unisse mais fácil nossos corações.



Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 5 de novembro de 2016

Estou pronto deixa o outono chegar.



Quero estra pronto quando o outono voltar.
Espero ter seus braços para relaxar.
E quando as folhas secas tentarem me tocar.
Ter esse santuário em você para me refugiar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Espero ter um canto do seu olhar.
Para quando o frio vier me alcançar.
Eu tenha um resto de primavera para me esquentar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Juntando estrelas como pontos para te desenhar.
Meus olhos tentam vencer a vontade de te abraçar.
Antes que as flores terminem de murchar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Para quando as chuvas começarem a retornar.
Eu tenha seu coração para viajar.
E finalmente pertencer a algum lugar.

Quero estar pronto antes do outono voltar.
Para não precisar fechar os olhos e sonhar.
E parar de usar desculpas para imaginar.
Como deve ser te beijar todas manhãs ao acordar.

Autor: Alberto Correa de Matos


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Tempestade de primavera



Tudo bem não existem mais tempestades.
Seu olhar removeu do meu céu todos os trovões.
Para tatuar no meu peito essas flores.
Que tornam meus dias muito mais felizes.

Tudo bem se não restarem ventanias.
Para varrer de dentro de mim as cinzas.
Daquelas cicatrizes de outras primaveras passadas.
Seu sorriso é a brisa que veio me cura dessas feridas.


Tudo bem se o meu luar tiver muitas fases.
Preciso de um motivo para fazer as pazes.
Com o meu passado e na ressaca daquelas paixões.
Seus lábios serão os mares aonde quero afogar minhas decepções.

Tudo bem se as nuvens forem cinzas e arredias.
O sol que ilumina e da vida aos meus dias.
Fica a distância de algumas palavras improvisadas.
Para esconder como quero dividir com ela minhas alegrias.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Minhas asas



E o sol refletia em seus cabelos.
O que os óculos escondiam dos meus olhos.
O vento abafava meus suspiros.
A distância dela de alguns passos.

No brilho daquele olhar eu contava estrelas.
Quando ela sorriu começaram a chover rosas.
E enquanto me fugiam as palavras.
Nas sombras de suas costas surgiam asas.

 A luz dela que é minha constelação.
Guiando mais uma vez minha imaginação.
Para um universo diferente da multidão.
Pois só tenho espaço para você em meu coração.


Meu peito indeciso tenta uma aproximação.
Mas logo chega o ônibus rouba a minha inspiração.
A minha timidez me prende de novo a razão.
Enquanto minha alma se curva a essa paixão.


Autor: Alberto Correa de Matos