Vou me atirar num desses abismos.
Em queda livre sem planos.
Ou tempo para tomar rumos.
Somente eu o vento e meus sonhos.
Vou atravessar ainda esses universos.
Que refletem no brilho dos teus olhos.
Sem tentar encontrar motivos.
Apenas desejos para desbravar esses abismos.
Talvez eu não precise de asas.
Para atravessar por essas sombras.
Que me acorrentavam as mentiras.
Daquelas pessoas engravatadas tão vazias.
Já não preciso mais de asa-delta ou paraquedas.
Hoje eu moro muito mais perto das estrelas.
Acima dos abismos das minhas escolhas.
Somente por existir você nos meus dias.
Autor: Alberto Correa de Matos
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