terça-feira, 1 de novembro de 2016

Minhas asas



E o sol refletia em seus cabelos.
O que os óculos escondiam dos meus olhos.
O vento abafava meus suspiros.
A distância dela de alguns passos.

No brilho daquele olhar eu contava estrelas.
Quando ela sorriu começaram a chover rosas.
E enquanto me fugiam as palavras.
Nas sombras de suas costas surgiam asas.

 A luz dela que é minha constelação.
Guiando mais uma vez minha imaginação.
Para um universo diferente da multidão.
Pois só tenho espaço para você em meu coração.


Meu peito indeciso tenta uma aproximação.
Mas logo chega o ônibus rouba a minha inspiração.
A minha timidez me prende de novo a razão.
Enquanto minha alma se curva a essa paixão.


Autor: Alberto Correa de Matos

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