segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Serenou


Aquilo que o meu amor semeou.
Cultivei com essa paixão que me dominou.
Quem sabe aonde estava e quando chegou.
Numa rosa que ainda não desabrochou.

Eu te procuro tanto.
Por todo canto.
Que quando chego perto.
Tiro uma saudade de dentro do peito.

E você nem me nota.
Mesmo assim te acho tão perfeita.
No seu jeito de sorrir discreta.
Enquanto te percebo escondido atrás da porta.

Eu não sei se digo que te amo calado.
Mas teus encantos me deixam mudo.
E se não for para ouvir sua voz prefiro ser surdo.
Pois nesse teu jeitinho de moleque me isolo do mundo.

Enquanto me escondo por trás de um ar tão sereno.
Num sentimento cigano.
Eu só preciso te dizer por engano.
O quanto te amo bordado num pedaço de pano.


Autor: Alberto Correa de Matos

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