terça-feira, 22 de agosto de 2017

Despedidas ato II

                                                                               
Nos meus sonhos mais ousados.
Minhas asas são os seus braços.
Me carregando sobre a fenda dos penhascos.
Em que descansam meus pensamentos.

Minha respiração sempre tão mecânica.
Longe do seu sorriso de boneca.
Gravado nas bordas de uma caneca.
Em que meus lábios adormeciam diante da sua garganta seca.

O tempo dessas lembranças.
Ainda vai pesar sobre minhas palavras.
Toda vez que me lembrar das suas brincadeiras.
Enquanto rego o jardim do meu coração com essas lágrimas.

Só queria não lembrar.
Dos motivos que nos fizeram brigar.
Das loucuras dessa minha insegurança em te abraçar.
Enquanto deixava no seu colo o tempo me carregar.

Mesmo que as horas façam você esquecer meu nome.
Enquanto as traças da saudade que me consome.
Tentam carregar meu amor em pedaços para matar sua fome.

Jamais esquecerei desse anjo que desvendou meus mistérios.
E abraçou com fé todos meus demônios.
E na luz de sua compaixão aceitou meus defeitos.
 Enquanto dava vida as flores  que enfeitavam meus sorrisos.


Autor: Alberto Correa de Matos

Nenhum comentário:

Postar um comentário