terça-feira, 8 de agosto de 2017

Maçã mordida.

                                                                       
No papel de pão.
Aonde eu desenhava sua mão.
Deixei um pouco do meu coração.

A deriva na solidão.

O lápis que tocou seus dedos.
Hoje machuca meus olhos.
Enquanto sangram meus sonhos.

Como a tinta do tempo que mancha nossas fotos.

Até mesmo a canção.
Que embalava nossa paixão.
Hoje é uma ferida perfumada de decepção.

Apagando sua estrela da minha constelação.

Enquanto me perco no seu silêncio.
Minhas tardes de domingo se tornam um navio.
Naufragado sobre uma mesa com o peito vazio.

Desacreditado de todo esse rumo sombrio.

Talvez eu estivesse completamente errado.
Por ter me apaixonado.
Por esse seu sorriso sempre tão leve ao meu lado.

Mas a verdade é quem sem você no meu mundo...

Sou eu quem deixou de fazer sentido.

Autor: Alberto Correa de Matos


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