No papel de pão.
Aonde eu desenhava sua mão.
Deixei um pouco do meu coração.
A deriva na solidão.
O lápis que tocou seus dedos.
Hoje machuca meus olhos.
Enquanto sangram meus sonhos.
Como a tinta do tempo que mancha nossas fotos.
Até mesmo a canção.
Que embalava nossa paixão.
Hoje é uma ferida perfumada de decepção.
Apagando sua estrela da minha constelação.
Enquanto me perco no seu silêncio.
Minhas tardes de domingo se tornam um navio.
Naufragado sobre uma mesa com o peito vazio.
Desacreditado de todo esse rumo sombrio.
Talvez eu estivesse completamente errado.
Por ter me apaixonado.
Por esse seu sorriso sempre tão leve ao meu lado.
Mas a verdade é quem sem você no meu mundo...
Sou eu quem deixou de fazer sentido.
Autor: Alberto Correa de Matos
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